Ermida de Nossa Senhora de Fátima

Em memória de Manuel Chaves Carvalho 1944-2006; Manuel Chaves Carvalho, nasceu em 22 de Março de 1944, no lugar da Fonte do Jordão, freguesia de Santo Espírito, faleceu a 21 de Julho de 2006.

Casou com Maria de Fátima Cabral Resendes e teve duas filhas Susana e Elsa Carvalho.

Poeta popular e repentista afamado na ilha, fazia quadras alusivas às várias épocas festivas, como o Natal, O Carnaval e a Páscoa.

As suas duas grandes paixões, a folia do Espírito Santo e as cantigas ao desafio, levaram-no a actuar nas diversas festividades da ilha e a deslocar-se a vários locais, nomeadamente a São Miguel, Terceira, Continente Português e América do Norte.

Publicou em 2001 o livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso”e foi editado após a sua morte o livro “Baías de Santa Maria”

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“ ficam os versos sobre Nossa Senhora de Fátima.

Fátima é nossa Padroeira

A quem fazemos orações

Foi esta Ermida a primeira

Depois das Aparições.

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Há quem reze o necessário

Subindo a escadaria

Que representa o rosário

Que rezamos à Virgem Maria.

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Cento e cinquenta degraus são [1]

Da estrada até à Ermida

Muitos de joelhos pagar vão

Uma graça concedida.

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A treze de Maio todos os anos

Vão todos em romaria

Centenas de paroquianos

Que vão rezar à Virgem Maria.

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E fazem na véspera do dia

Uma linda procissão

Onde vão em romaria

Com velas acesas na mão.

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Ainda há nos nossos dias

Pessoas com muita fé

Que vem das freguesias

À Senhora de Fátima a pé.

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Muitos a caminho se metem

Às vezes com os pés moídos

Mesmo assim ainda aprometem

Ir todos os anos seguidos.

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Vão rezando pelos caminhos

Um Pai Nosso e uma Avé Maria

Ensinada aos pastorinhos

Há anos na Cova de Iria.

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Há muita gente que promete

Ir onde o milagre se deu

Em mil novecentos e dezassete

Que Nossa Senhora apareceu.

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Todos os anos neste dia

Vê-se gente que vem de fora

Numa grande romaria

Rezar a Nossa Senhora.

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Manuel Chaves Carvalho

[1] Na realidade são 153 degraus

Wikipédia

Este templo foi erguido por iniciativa do padre Virgínio Lopes Tavares, quando pároco da freguesia de São Pedro. A autorização para a sua construção foi requerida a 11 de Junho de 1924 e, a 18 de Outubro de 1925, procedeu-se à bênção da primeira pedra, acto solene presidido pelo Ouvidor eclesiástico, padre Mariano do Nascimento Moura.

Em Março de 1928 foi requerida a visita canónica, a qual decorreu no mês seguinte. A 1 de Maio desse mesmo ano, a imagem da padroeira foi benzida na Matriz de Vila do Porto, sendo conduzida, em procissão, para a Igreja de São Pedro, de onde só saiu a 17 do mesmo mês devido ao mau tempo que se fazia sentir à época. Nesse dia 17, a ermida foi consagrada.

Em 13 de Julho do mesmo ano, foi estudada a sugestão de António Lopes Tavares para a construção de uma escadaria que aludisse ao Santo Rosário. Aprovada a sugestão, abriu-se uma subscrição pública, para a qual concorreram 150 subscritores, cada um respondendo pelo custo de um dos degraus. O projecto da escadaria foi de Álvaro Fernandes Serpa. A 13 de Outubro de 1929, colocava-se a primeira pedra, sendo a obra inaugurada a 11 de Julho de1933, quando do seu alto, foi concedida, pelo então Bispo de Angra, D. Guilherme Augusto Inácio de Cunha Guimarães, a Bênção Eucarística. A escada possui 153 degraus representando cada um uma conta do Rosário (uma “Ave Maria”) com dez patamares, representando cada um um dos Mistérios do Terço (um “Pai Nosso”).

Em 1942 foi colocada na ermida uma lápide comemorativa do 25° aniversário das Aparições de Fátima (13 de Maio de 1917).

Em 2007-2008 foi restaurada, assim como a imagem da Senhora, com recursos da comunidade, tendo sofrido algumas alterações nomeadamente mas cores e foram criados nos jardins que ladeiam a escadaria as imagens da via sacra.

O dia da padroeira é comemorado, anualmente, a 13 de maio.


Trabalho de Pepe Brix chega ao National Geographic

Pepe Brix - Auto Retrato

Pepe Brix – Auto Retrato

O Mariense Pepe Brix, já realizou vários trabalhos fotográficos pelo mundo, os quais foram tema para exposições e livros, uma das ultimas aventuras de Pepe levou-o a passar 3 meses no bacalhoeiro  Joana Princesa, um dos 13 sobreviventes da frota portuguesa de navios de pesca longínqua. Chamou ao trabalho “Código Postal: A2053N”, a matrícula do navio. Construída em 1970, esta embarcação de 80 metros por 12,5 continua a desafiar os mares gelados do Atlântico Noroeste, como tantas outras antes dela.

As fotos e o texto de Pepe Brix estão na revista National Geographic sob o título “Em Mares Bravios“, pode ver um excerto dessa reportagem online AQUI.

Conheça o trabalho de Pepe Brix no seu sítio na internet AQUI.

Página do Facebook de Pepe Brix AQUI.

EM_MARES_BRAVIOS

Fotografia de Pepe Brix


A Acção da Amizade

De vez em quando é bom pararmos, por alguns minutos, para reflectir um pouco sobre a acção da amizade nas nossas vidas.
A amizade é o sentimento que une as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é a suave expressão do ser humano que necessita interligar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação, a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade aproxima-as e imana.
O medo agride as almas.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, calcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia e firma-se com as raízes do afecto seguro, vincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres desfalecia.
Ela é meiga e paciente, vigilante e activa.
Discreta, apaga, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui dever de todo aquele que pensa e aspira, por enquanto, ninguém logra o êxito, avança-se com aridez na alma ou indiferente ao enlevo da sua fluidez.
Quando passam os impulsos sexuais do amor nos cônjuges, a amizade fica.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os laços da união.
Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear.
Examine, pois, diariamente, a sua lavoura afectiva.
Irrigue-a com a água pura da sinceridade, do perdão, da atenção.
Sem esquecer jamais do adubo do amor, do carinho e do afecto.
Imite o lavrador prudente e devotado, e colherá grandes e precisos resultados.

 

Nuno Couto


Humildade versus Orgulho

Já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não?
Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.
Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.
A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.
O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.
O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.
Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões.
Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: “eu errei”, pois a sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: “não foi por culpa minha”, porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo.
Uma pessoa orgulhosa está sempre “muito ocupada” para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.
A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde compromete-se e realiza.
Uma pessoa orgulhosa acha-se perfeita. A pessoa humilde diz: “eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser”.
A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.
O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e diz sempre: “eu faço o meu trabalho”.
Uma pessoa humilde diz: “deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir”. A pessoa orgulhosa afirma: “sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo”.
A pessoa humilde compartilha as suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso guarda-as para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
O orgulhoso diz-se céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as idéias que julga nobres, sem se importar de quem elas vem. A pessoa orgulhosa defende sempre suas idéias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como pode-se perceber, o orgulho é que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
Sabe porque o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.

Nuno Couto


Ermida de Nossa Senhora da Graça

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Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

Quem pela Graça passar

Uma pequena paragem faça

Para poder visitar

Nossa senhora da Graça.

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É uma nobre e linda Ermida

Com uma bela imagem

Há muitos anos construída

No meio de uma pastagem.

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É uma Santa muito engraçada

Atende um pedido que lhe faça

Por isso é que é chamada

Por Nossa Senhora da Graça.

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João Falcão de Sousa construiu

A Ermida com todo o conforto.

Com algum dinheiro contribuiu

Na Boa Nova de Vila do Porto.

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Era um homem muito crente

Várias esmolas fazia

Foi ele o superintendente

Das fortificações de Santa Maria.

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Manuel Chaves Carvalho

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Remonta a uma primitiva ermida edificada pelo Capitão do donatário João Falcão de Sousa (CARVALHO, 2001:44), e reedificada em 1900.

 

Encontra-se actualmente em bom estado de conservação.

 

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