Doce de Figo

Porque há um tempinho que não adoçamos o palato dos nossos leitores e porque há que recuperar receitas do tempo das nossas avós, aquelas que elas faziam, como meio de auxiliar a economia familiar e que hoje voltam a fazer sentido, não só no aspecto familiar, mas também, porque podem ser válidas nos nossos dias, como produto turístico, gourmet ou simplesmente para matar saudades daqueles momentos da nossa infância.

Para o doce de figo da figueira-comum, são necessários…

Ingredientes:

1 Quilograma de figos (Ficus carica)
1 Quilograma de açúcar
1 pau de canela
casca de 1 limão
100 ml de água

Preparação:

Os figos devem ser bem lavados e devem enxugar-se. Cortam-se depois ao meio  no sentido longitudinal e levam-se ao lume de preferência numa panela de ferro, em lume de lenha, juntamente com os restantes ingredientes.
Deixe ferver em lume brando durante 1 hora.
Ao fim desse tempo, passe tudo no passe vite  e , se necessário, leve a engrossar mais um pouco até atingir o ponto de estrada*. (* Passando a colher de pau no fundo da panela, abre um sulco que deixa ver o fundo da mesma)
Coloque depois o doce em frascos, deixe arrefecer bem antes de fechar.

Para proteger da eventual criação de bolores sobre o doce, pode cobrir um pouco de álcool 1 a 2 mm de altura e fechar hermeticamente, quando for utilizar retirar o álcool e  a camada superficial do doce…

 

Passe vite (Embora hoje existam melhores e mais simples utensílios como a varinha mágica, o passe vite além de triturar, permite filtrar algumas sementes maiores)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos (Internet)


Ermida de Santo António

Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

 

Em mil cento e noventa e cinco, nasceu

Aos doze anos já era frade

Na cidade de Pádua morreu

Com trinta e seis anos de idade.

.

A sua mãe verdadeira

Vinha de antigas gerações

Era Dona Teresa Taveira

Seu pai Fernando de Bulhões.

.

Por Fernando se batizou

Logo após o seu nascimento

O nome para António mudou

Quando foi para o convento.

.

Usava uma grade para tapar

Os canários e os sachões

Os peixinhos vinham escutar

Os seus bonitos sermões.

.

Antigamente havia

Quem contraísse matrimónio

Precisamente no dia

Da Festa de Santo António.

.

Primeiro faziam um pedido

Ao seu Santo Padroeiro

Que geralmente é conhecido

Pelo Santo Casamenteiro.

.

A treze de Junho na Igreja

Da Senhora da Purificação

O Santo António se festeja

Com arraial e procissão.

.

Depois da missa há um leilão

Com ofertas dos paroquianos

Iniciativa do Padre João

Há cinquenta e três anos.(*)

.

Também arraiais faziam

A sua iluminação

Era com velas que ardiam

Nuns canudos de papelão.

.

Davam pouca claridade

O Padre reuniu o seu povo

E disse que havia necessidade

De comprar um motor novo.

.

Arranjaram dinheiro para comprar

Um motor, Lâmpadas e materiais

Que passou a iluminar

A igreja e os arraiais.

.

Hoje em dia a festa é

Um bocadinho diferente

Porque não há tanta fé

Como havia antigamente.

.

As festas eram mais engraçadas

Enfeitavam muito os andores

E enfeitavam a estrada

Com arcos e muitas flores.

.

Hoje enfeitam o chão

De uma maneira diferente

Porque não há população

Como havia antigamente.

.

Geralmente no arraial

Muita gente colabora

A nossa Banda actual

E cantadores que vêm de fora.

.

Manuel Chaves Carvalho

.

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(*) agora a caminho de 64 anos.

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Wikipédia:

A ermida já foi paroquial da freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora da Purificação. Com a construção da atual Igreja de Santo Espírito, de acordo com a informação do cronista, “(…) Esta foi a primeira freguesia, que era da Purificação de Nossa Senhora e, quando se mudou a igreja, lançaram sortes que santo ficaria, e saiu Santo António.” (Gaspar Frutuoso. Saudades da Terra. Livro III, Cap. V.)

FIGUEIREDO (1990) regista que nesta ermida ter-se-ia rezado a primeira missa ao Divino Espírito Santo, razão pela qual a paróquia passou a denominar-se “Santo Espírito” (op. cit., p. 47), também de acordo com Gaspar Frutuoso, referindo a mudança para a Igreja de Santo Espírito:

Chama-se ali Santo Espírito, onde dizem os antigos que na ilha de Santa Maria se disse a primeira missa do Espírito Santo, quando entraram nela, e dali ficou nomear-se ainda hoje em dia esta freguesia de Santo Espírito, sendo ela depois edificada, como agora está, da invocação da Purificação de Nossa Senhora, sem perder aquele nome antigo.” (Saudades da Terra, livro III, cap. V.)

Conservou-se esta ermida durante anos sem padroeiro, até que, durante a visita pastoral do então bispo da Diocese de Angra, D. Jerónimo Teixeira Cabral a Santa Maria em 1603, este a encontrou em poder de um mordomo negligente e descuidado e determinou ao vigário da freguesia que desse a igreja a pessoa que a pudesse sustentar. Desse modo, João Soares de Sousa, filho de Nuno da Cunha e neto do 3º capitão do donatário do mesmo nome, e sua esposa, D. Filipa da Cunha, por sua devoção com Santo António, obrigaram-se a sustentá-la, tomando-a à sua conta. Por escritura pública feita nas notas do tabelião Domingos Fernandes a 23 de junho de 1614 constituíram-se formalmente seus padroeiros, conforme o mandado da visitação do dito bispo. Estes mesmos, por seus testamentos, vincularam as suas terças, obrigando-as ao sustento e reparo da ermida, e a recomendaram aos seus descendentes e sucessores, que a administraram até ao século XIX, sendo o seu último administrador o morgado João Soares de Sousa Ferreira de Albergaria Borges de Medeiros (1832).[1]

A festa do padroeiro tem lugar, anualmente, ou no dia do padroeiro (13 de Junho), ou no domingo seguinte, assinalada por missa e procissão até à Igreja Paroquial.

O “theatro” do Divino Espírito Santo apresenta inscrição epigráfica que reza “1889 / Irmandade / S. A.“.


Festival Santa Maria Blues 2012

Conhecido o  cartaz da IX edição do Festival Santa Maria Blues 2012, que se irá realizar nos dias 12, 13 e 14 de Julho do corrente ano, estando agendado para os referidos dias os seguintes grupos:

Dia 12
– Blues Café com Workshop sobre harmónica e jam session com os Black Dog Blues Band (POR)

Dia 13
– Velma Powell (EUA)
– Magic Frankie & the Blues Disease (NL)

Dia 14
– Black Dog Blues Band (POR)
– Carvin Jones (EUA) Maria Blues 2012

Este é um festival já considerado por muitos amantes do blues, como o mais importante festival do género em Portugal, e cada ano reúne mais gente, em torno dos artistas nacionais e internacionais que compõe o cartaz.

A baía dos Anjos, onde se realiza o festival é uma das zonas balneares de Santa Maria que ostenta a bandeira azul .

 


AGENDA RELIGIOSA

Deixamos a agenda religiosa para a semana de 14 a 20 de Maio de 2012, para as Comunidades Religiosas de Santa Maria, numa colaboração preciosa da Srª. Goretti Costa.

Como sempre e fazemos uma ressalva para a eventual alteração aos horários agora apresentados, em virtude de imponderáveis. Uma vez que estamos com falta de párocos em Santa Maria. Sempre que sejam necessárias alterações, as mesmas são comunicadas nos placards informativos das respectivas comunidades.

O destaque desta semana vai para as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

 

Para ampliar favor clicar em  no canto superior direito do documento.