Muito tempo já passou,
Sem que uso me tenham dado,
Morreu quem me usou,
Hoje faço parte do passado.
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As sopas que já comeram,
Sustentei familias inteiras.
Todas elas me esqueceram,
Trocada por peças foleiras.
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Sou pesada e quebradiça,
Oleiros já não me fazem.
Sou redonda e sou roliça,
Onde todas as sopas cabem.
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Museus e casas me tem,
Em memória do passado,
Alguns para ver cá vem,
Sou um objeto apreciado.
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