Igreja de Santa Bárbara

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Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

Santa Bárbara tem uma Igreja

Cheia de graça e muita luz

Onde todos os anos se festeja

O Sagrado Coração de Jesus.

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É uma Igreja muito bela

Está em boas condições

Mas só se lembram dela

Na altura em que faz trovões.

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E só quando há trovoada

Ou quando um relâmpago cai

Faz lembrar a Santa degolada

Pelas mãos do próprio pai.

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João Tomé ali vivia

Um homem de muita devoção

Mandou rezar um certo dia

Uma missa em sua intenção.

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E é com imenso gosto

Que a sua população

No primeiro Domingo de Agosto

Faz festa com procissão.

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Manuel Chaves Carvalho

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Wikipédia:

Esta igreja paroquial remonta ao início do século XVI, tendo sido grandemente ampliada em 1661. De acordo com Gaspar Frutuoso, foi seu primeiro cura o micaelense Bartolomeu Luiz.[1]

Sendo a comunidade muito humilde, do exame dos livros da Igreja Paroquial das Visitas (Bispos e outros), depreende-se o esforço para se obter dos Comendadores os recursos para o auxílio e manutenção do culto. Em maio de 1674, o bispo, D. Frei Lourenço de Castro, em visita a esta igreja, ordenou ao padre vigário requerer ao provedor mandar executar a finta lançada aos fregueses e colocar em execução as obras de acrescentamento da igreja, com o que conseguiu concluí-las.

Sofreu nova intervenção em 1825, data assinalada na base da cruz, no pináculo do frontão.

Aqui exerceu as funções de cura o padre Manuel do Couto Benevides, natural da freguesia de Água de Pau, onde nasceu a 24 de novembro de 1849, e que se destacou como músico e autor de várias obras, ainda hoje cantadas nas igrejas da ilha. Exerceu ainda, na comarca de Vila do Porto, as funções de advogado de provisão, sendo reconhecido como orador eloquente.

Ao final da década de 1950 sofreu intervenção de conservação na fachada por iniciativa do então pároco, Cláudio de Medeiros Franco.[2]

A festa da padroeira tem lugar anualmente, em dezembro, com missa e procissão.

 Arquivo 2011 – “Gente da Nossa Terra


Ermida Nossa Senhora de Lurdes

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Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

A Senhora de Lurdes, no Norte está

Num lugar que eu gosto tanto

Onde todos os anos há

Festas do Espírito Santo.

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Ermida de grandes valores

Está em boas condições

A primeira feita nos Açores

Após as suas aparições.

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Aos impérios vai muita gente

Novos e pessoas antigas

Dali se avista perfeitamente

São Miguel e as Formigas.

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Onde o ar puro se goza

Que é uma maravilha

É a Igreja mais vistosa

Que existe na nossa Ilha.

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Todos os anos costumam dar

As sopas, o pão e o vinho

O Norte é o melhor lugar

Para dançarem o pezinho.

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Manuel Chaves Carvalho

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Wikipédia:

Trata-se do primeiro templo erguido nos Açores em honra de Nossa Senhora, após as aparições em Lurdes, na França, em 1858.

A festa da padroeira tem lugar, anualmente, em 13 de fevereiro.

 

Em alvenaria de pedra rebocada e caiada, apresenta planta retangular, com o corpo da sacristia adossado à lateral esquerda.

A fachada é rasgada pela portada, ladeada por duas janelas e encimada por um óculo circular. Os três vãos inferiores são rematados em arco quebrado sobre impostas.

A fachada lateral direita é rasgada por uma janela com vitral.

A sacristia tem uma porta rematada em arco quebrado.

A cobertura é de duas águas, em telha de meia-cana tradicional, rematada por beiral duplo.

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Arquivo Gente da Nossa terra 2011


Ermida de Nossa Senhora dos Remédios

Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

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Na Praia Formosa há

Uma Ermida dentro de uns prédios

E a Santa que lá está

É a Nossa Senhora dos Remédios.

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Dos doentes é o amparo

Muitos vão à Ermida

Agradecer a Santo Amaro

Uma graça recebida.

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Oferecem em massa sovada

Perna, braço ou mão

Que depois é leiloada

Pelas pessoas que à festa vão.

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Todos os anos na Praia há

Uma Festa a 15 de Janeiro

Porque é das festas que dá

Nos leilões mais dinheiro.

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É uma Ermida jeitosa

Todos a podem visitar

Fica na Praia Formosa

Perto das ondas do mar.

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Manuel Chaves Carvalho

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Wikipédia:

Gaspar Frutuoso, nas suas Saudades da Terra, relaciona esta ermida, referindo:

Nesta aldeia da Praia está uma ermida de Nossa Senhora dos Remédios onde muitos enfermos, que, indo ali em romaria alcançaram saúde. Nasce uma fonte onde se tem lavado muitos enfermos e cobram saúde, e, por isto e por estar ali perto da ermida, lhe chamam todos a Fonte de Nossa Senhora.

A 19 de janeiro de 1630 os veradores da Câmara Municipal de Vila do Porto acordaram em ir à Praia ver a terra dos Lázaros (doentes com lepra), para a entregarem à Confraria de Nossa Senhora dos Remédios, uma vez que, quem por testamento a legou, o fizera com a condição de “(…) que non avendo Lázaros o que des permite q. nunca aia os mordomos de Nossa Senhora dos Remédios possam gastar a renda.[1]

A ermida foi reedificada ou sofreu extensa intervenção de restauro no século XIX, trabalhos esses concluídos em 1868, conforme inscrição epigráfica sobre a porta.

A festa da padroeira é celebrada a 15 de Janeiro, sendo marcada, após a missa, por um concorrido leilão onde são arrematados braços e pernas de massa sovada, doados pelos devotos em pagamento de promessas.


Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Bom Despacho

Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

Manuel de Moura construiu

O Bom Despacho em Almagreira

Igualmente contribuiu

A esposa Inês Pereira.

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No Bom Despacho cosntruida

Uma igreja de grandes valores

Numa terra que foi oferecida

Pelos próprios fundadores.

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E quando começou a haver

O aumento do pessoal

Houve necessidade de fazer

Uma igreja noutro local.

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É uma Igreja bonita

Feita nesta freguesia

Por Manuel Santa Rita

E João Soares Albergaria.

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António Bonifácio Júlio Guerra

Colaborou no templo divino

que foi feito numa terra

Oferecida por João Severino.

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Manuel Chaves Carvalho

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Wikipédia:

O atual templo remonta a uma ermida erguida pelo capitão Manuel de Moura Landres e sua esposa, Inês Pereira, sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Despacho, conforme escritura de 11 de Junho de 1702 no Livro do Tombo da Matriz de Vila do Porto.

Posteriormente, o então bispo de Angra, D. António Caetano da Rocha, em 2 de Dezembro de 1766, criou um curato, “…o 3° da Igreja Matriz em benefício daquele povo e dos mais paroquianos que ficam naquele contorno para a parte da serra“.[1]

No início do século XIX, o XII Comendador da Ordem de Cristo para a ilha de Santa Maria, D. Diogo José Ferreira de Eça e Menezes, 3º conde da Lousã, por alvará de 30 de junho de 1853, organizou e regularizou as côngruas dos párocos e necessidades do culto nas igrejas da Comenda e ordenou a criação do Curato sufragâneo da Matriz na Almagreira, Igreja do Bom Despacho.[2]

Desse modo, e diante do aumento da população, houve necessidade de um templo mais amplo, tendo a antiga ermida dado lugar a uma igreja paroquial, cujas obras foram iniciadas em 12 de Maio de1859, em terreno doado pelo micaelense João Severino Gago da Câmara. A igreja foi consagrada em 27 de Novembro do mesmo ano, “(…) e nela se cantou a primeira missa, com música, acompanhada a piano e sermão, pregado pelo padre Ângelo Soares da Câmara, vice-vigário de Santa Bárbara“.

Em 1861 os habitantes da Almagreira e da Junta de Paróquia da freguesia da Matriz de Vila do Porto, representaram uma petição a Pedro V de Portugal no sentido de ser criado um curato sufragâneonaquela localidade, o que veio a acontecer conforme Decreto de 9 de Setembro daquele ano.[carece de fontes] Para o encaminhamento da questão muito se interessaram os deputados pelo círculo dePonta Delgada, Dr. João Soares de Albergaria e major António Bonifácio Júlio Guerra. Foi primeiro cura o padre Bernardo Coelho Bettencourt.

Na alçada civil, com a criação da freguesia por separação da de Nossa Senhora de Assunção (Vila do Porto),[3] compreendendo os lugares do Bom Despacho Velho, Brasil, Brejo de Baixo, Brejo de Cima, Brejo do Meio, Carreira, congro, Courelas, Covas, Farropo, Fonte do Mourato, Fonte Nova, Graça e Praia, ao longo da história paroquial, registam-se os nomes dos padres que atenderam a freguesia:[4]

  • Manuel de Sousa e Melo (Povoação, ilha de São Miguel, 1873) – foi o primeiro pároco da freguesia em 1906, da qual já era responsável, como Cura, desde 1904. Foi nomeado Vigário Colado (1909), e exerceu funções até 1936.
  • António Pereira Rodrigues (Maia, ilha de São Miguel, 1908) – exerceu funções de maio de 1936 a dezembro de 1938.
  • Ernesto do rego Borges (Nordeste, ilha de São Miguel) – exerceu funções de dezembrode 1938 a outubro de 1942.
  • Manuel Botelho Lima (ilha de São Miguel) – exerceu funções de fevereiro de 1944[5] a março de 1948.
  • Serafim de Chaves (Vila do Porto) – exerceu funções a partir de novembro de 1949.
  • José Luís Mota (Povoação, ilha de São Miguel) – exerceu funções de setembro de 1964 a setembro de 1972.
  • José de Moura Figueiredo (Forno de Santa Bárbara) – exerceu funções de setembro de 1972 a 2 de fevereiro de 2005.
  • Adriano Borges (ilha de São Miguel)
  • Sérgio Mendonça (ilha das Flores)
  • Hermínio Mendes (ilha Terceira) – atual pároco.

O templo foi restaurado em 2005, com recursos da comunidade (estimados em 70 mil Euros), e a imagem da padroeira, em 2007.

A festa da padroeira realiza-se anualmente no último domingo de Julho.

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  1. ? Ver: Voto de Saudação da Assembleia Legislativa dos Açores
  2. ? Almagreira

    in Almanaque Açoriano. Consultado em 7 Jul 2011.

  3. ? Por Decreto de 25 de Outubro de 1906, publicado no Diário do Governo nº 244, de 27 de outubro 1906.
  4. ? De acordo com a pesquisa de Arsénio Chaves Puim. Almagreira homenageia padres da freguesia

    in O Baluarte de Santa Maria on-line, 1 de agosto de 2011. Consultado em 14 set 2011.

  5. ? Entre 1942 e 1944 não houve nomeação de nenhum padre para a freguesia, tendo esta sido atendida pelos padres Constantino Luís da Mota (pároco de São Pedro), Vicente Afonso (de Santa Bárbara), e Virgínio Lopes Tavares (de Vila do Porto).

Ermida de Santa Rita

Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

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Na Fonte do Mourato há uma ermida

Que tem uma imagem bonita

Que geralmente é conhecida

Por Natividade de Santa Rita.

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Muitos ricos construíram

Ermidas em suas moradias

Onde os Franciscanos iam

Rezar missa alguns dias.

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Os donos faziam um contrato

Com Franciscanos de São Joao

Para rezarem na Fonte do Mourato

Uma missa à população.

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Uma missa ali havia

Ao Domingo, era dia certo

Vinha o povo da freguesia

Que morava ali perto.

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Rezavam a Nossa Senhora

Os Franciscanos davam ajuda

Essa ermida pertence agora

À esposa do Ernesto Arruda.[1]

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Manuel Chaves Carvalho

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[1] Pertence agora aos herdeiros.

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Wikipédia:

Trata-se da ermida privativa de um solar onde, conforme era hábito na ilha, era feita a celebração dos ofícios religiosos para a comunidade em determinados dias, conforme contrato dos proprietários mais abastados com os frades franciscanos.

De acordo com a tradição familiar dos atuais proprietários, terá sido erguida na primeira metade do século XVIII em cumprimento a uma promessa. Durante um forte temporal registado na ilha, a queda de um raio feriu gravemente o proprietário e matou um seu irmão. A esposa do proprietário prometeu erigir uma capela a Nossa Senhora, em intenção da recuperação do esposo, graça que, obtida, conduziu à sua edificação.

Na década de 1960 foram-lhe promovidas obras de conservação.

Encontra-se atualmente em bom estado de conservação, em mãos da mesma família.