Vende-se relíquias de barro mariense

A olaria mariense constituiu durante muitas gerações, uma forma de rendimento para algumas famílias e  uma necessidade para a população em geral.

Hoje, desaparecida da atividade económica local, já não se produz para fins utilitários, com o surgimento de materiais mais leves e baratos. Restando a quem queira possuir uma destas relíquias, comprar as que vão aparecendo para venda.

As peças abaixo, estão disponíveis a quem pretenda uma recordação da olaria mariense, para tal basta deixar um comentário com a sua oferta pela(s) peça(s) que tenha interesse ou enviar um email para geral@santamariaazores.net.

O proprietário reserva-se o direito de não aceitar a oferta mais alta, caso não convenha.

Cabouca de Barro Mariense (Ref:13)

Alguidar de Barro Mariense (Ref:15)

 

Salgas de Barro (Ref:16)

Talhão de Barro (Ref:17) +- 1 metro altura

 

Ref: 13 – Cabouca de barro, igual às que se utilizavam nas copeiras do Espírito Santo por toda a Ilha.

Ref: 15 – Alguidar de barro, conhecido como alguidar de amassar, onde as nossas avós preparavam a massa para o pão e para a doçaria mariense.

Ref:16 – Salgas de barro, onde era conservado em sal, para alimentação durante o inverno, peixe especialmente bonito e albacora, carne de porco e toucinho.

Ref:17 – Talhão de barro, onde se guardavam os cereais, a salvo do gorgulho.


Vindimas

Vindimas são em Setembro,

Desde as uvas até ao vinho.

As coisas que eu me lembro,

Com muito amor e carinho.

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Lá nas rochas inclinadas,

Nos currais cheios de vinhas.

As uvas são apanhadas,

Pelas donas e pelas vizinhas.

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Ajudando-se mutuamente,

Os homens os cestos lá levam,

Até à adega certamente,

Onde em vinho se transformam.

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Enquanto se bronzeia o rosto,

Ao sol que brilha espertinho,

Na adega espreme-se o mosto,

Que esvai na prensa em vinho.

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Por todos é apreciado,

Pudera que assim não fosse,

O líquido é provado,

Enquanto ainda está doce.

.

Muito não se pode beber,

Deste néctar enquanto novo.

Celebrar e agradecer,

Beber à saúde deste povo.

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Agora vai para vasilha,

Que vai guardar o vinho,

Para ser aberto nesta ilha,

Na festa do São Martinho.


Fotos de Santa Maria

O carpinteiro cumprindo

Sua função com honradez.

E uma grade vai saindo,

Para a lavra do camponez.

.

Noutro tempo que era o seu,

Na lavoura e no sustento,

Hoje em dia no museu

E em vias de desaparecimento.

.

Espero eu já não precisar ver,

Esta grade voltar à terra,

Porque se isso acontecer,

Vai haver fome e guerra.


Fotos de Santa Maria

Folclore mariense, anos 90 do Século XX, no lugar da Cruz Teixeira, eira de trigo tradicional, organizada em 1999, pelo Sr. Fontes (José Fontes Sousa). Como forma de divulgar e preservar para a posteridade, usos e costumes ancestrais, hoje quase totalmente perdidos e em vias de acabar, pelo abandono das culturas tradicionais (milho, trigo, cevada, centeio, etc).