Esta lenda remonta à descoberta da Ilha de Santa Maria e reza a história que Gonçalo Velho Cabral, frade devoto de Nossa Senhora, se fez ao mar ao Serviço do Infante D. Henrique, tendo prometido dar à primeira terra que descobrisse o nome de Nossa Senhora.
As viagens naquela época eram demoradas, difíceis e de desfecho imprevisível, tendo o gajeiro no topo do mastro como os olhos que avistam terra, este era o trabalho de um marinheiro do amanhecer ao escurecer, tentar avistar uma nova terra para juntar ao reino.
Gonçalo Velho, consultava os mapas, rezava, tomava notas de viagem e assim se passaram dias, semanas e meses, entre tempestades e bonança, até aquele dia claro de Agosto, dia de Nossa Senhora, se avistava a grande distância, surgindo na linha do horizonte uma forma de nuvem, que ia aumentando de tamanho à medida que a nau se aproximava, até que o gajeiro finalmente gritou “terra à vista”. Neste momento Gonçalo Velho e a tripulação rezavam à Virgem como sempre faziam, a pedir protecção e ajuda para encontrar novas terras; estariam a rezar a “Avé Maria”, pronunciando no preciso momento que o gajeiro gritou “Santa Maria…mãe de Deus”. Gonçalo Velho pensou ser um milagre de Nossa Senhora a lembrá-lo da promessa que havia feito meses antes à partida, e esta primeira ilha dos Açores a ser descoberta, a “Ilha-mãe”, recebeu imediatamente o nome de Ilha de Santa Maria.
Ainda hoje a 15 de Agosto se festeja o dia da Ilha com manifestações da fé a Nossa Senhora, herdada desde os tempos de Gonçalo Velho.



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