À beira dos 200 mil

Este Mês de Maio dia 21 fazemos 11 meses de vida, neste período de tempo, temos criado a nossa forma própria de divulgar Santa Maria no mundo, o nosso ranking de países visitantes é Portugal em primeiro lugar, seguido de Estados Unidos da América, Alemanha, Canadá e  Brasil a fechar o Top 5. As nossas estatísticas indicam a quinta-feira como o dia com mais visitas, as 16h00 (hora dos Açores) como a hora de maior fluxo de visitantes e os artigos com menos texto, como os mais visitados. Os artigos com fotos de Santa Maria, são sem sombra de dúvida, aqueles que mais visitantes atraem ao Santamariaazores. A soma dos 2 domínios (www.santamariaazores.com e www.santamariaazores.net) perfazem nestes 10 meses e meio 194039 visitas, uma média mensal de + de 18400 visitas. Os nossos números não são ainda aqueles que almejamos, mas indicam que estamos alcançando de forma clara o objectivo proposto no arranque do projecto.

O amor a Santa Maria, é o motivo que nos move, colocar esta ilha de novo, no mapa e no lugar que ela merece; mostrar ao mundo, que fazemos, realizamos, recebemos bem, temos orgulho em ser Marienses e gostamos que nos visitem. A lenda de que quem nos visita, tem de cá voltar, pelo menos mais uma vez na vida; tem de ser uma realidade incontornável.

Em Santa Maria, não temos só praia e sol, temos calor humano, temos sonhos, que partilhamos com quem nos visita, temos história, tradições, as mais diversas actividades lúdicas, desportivas e de lazer, temos festivais dos mais antigos do país, património, gastronomia, geologia, temos o mar imenso que nos rodeia e onde estão as mais belas paisagens subaquáticas do mundo e as espécies mais dóceis e fotogénicas. Temos oportunidades de negócio inexploradas. Enfim todos os motivos para que nos faça uma visita, daquelas “Para mais tarde recordar!

Estatísticas www.santamariaazores.net

Os nossos números falam por si!


Semana de Promoção de Santa Maria

Em colaboração com a Delegação de Vila do Porto da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, a AMASM vai participar na Semana de Promoção de Santa Maria, a realizar nas Portas do Mar entre os dias 25 a 31 de Maio.
No dia 26 iremos realizar o Jantar de Aniversário da AMASM e contaremos com a colaboração dos nossos amigos “RONDA DA MADRUGADA“. O Caldo de Nabos e o Borrego à Mariense, serão os pratos a degustar neste convívio. Esteja atento…

PROGRAMA DA SEMANA MARIENSE

Programa de: O Baluarte


Fonte: Site da AMASM


Andebol – C.D. Marienses afastados da subida

Após a derrota deste fim de semana por 33-25  com o C.S. Marítimo, o Clube Desportivo “Os Marienses”, ocupa o ultimo lugar com apenas 7 pontos. Os madeirenses na primeira mão em Santa Maria já haviam ganho por 25-29. Após uma época brilhante, o grupo de Santa Maria, ainda não averbou qualquer vitória nesta Fase Final.

Neste jogo na Madeira, e segundo a ficha de jogo, assistiram 25 espectadores, o que demonstra bem a falta de interesse neste jogo sem história, com o Marítimo sempre na frente do marcador.

Classificação após esta jornada
 1.º Avanca e Camões (16 pontos)
 3.º Marítimo (14pontos)
 4.º AC São Mamede (10 pontos
 5.º Académico FC (9 Pontos)
 6.º CD Marienses (7 pontos).

Doce de Figo

Porque há um tempinho que não adoçamos o palato dos nossos leitores e porque há que recuperar receitas do tempo das nossas avós, aquelas que elas faziam, como meio de auxiliar a economia familiar e que hoje voltam a fazer sentido, não só no aspecto familiar, mas também, porque podem ser válidas nos nossos dias, como produto turístico, gourmet ou simplesmente para matar saudades daqueles momentos da nossa infância.

Para o doce de figo da figueira-comum, são necessários…

Ingredientes:

1 Quilograma de figos (Ficus carica)
1 Quilograma de açúcar
1 pau de canela
casca de 1 limão
100 ml de água

Preparação:

Os figos devem ser bem lavados e devem enxugar-se. Cortam-se depois ao meio  no sentido longitudinal e levam-se ao lume de preferência numa panela de ferro, em lume de lenha, juntamente com os restantes ingredientes.
Deixe ferver em lume brando durante 1 hora.
Ao fim desse tempo, passe tudo no passe vite  e , se necessário, leve a engrossar mais um pouco até atingir o ponto de estrada*. (* Passando a colher de pau no fundo da panela, abre um sulco que deixa ver o fundo da mesma)
Coloque depois o doce em frascos, deixe arrefecer bem antes de fechar.

Para proteger da eventual criação de bolores sobre o doce, pode cobrir um pouco de álcool 1 a 2 mm de altura e fechar hermeticamente, quando for utilizar retirar o álcool e  a camada superficial do doce…

 

Passe vite (Embora hoje existam melhores e mais simples utensílios como a varinha mágica, o passe vite além de triturar, permite filtrar algumas sementes maiores)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos (Internet)


Ermida de Santo António

Em memória de Manuel Chaves Carvalho

Do Livro “Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso“

 

Em mil cento e noventa e cinco, nasceu

Aos doze anos já era frade

Na cidade de Pádua morreu

Com trinta e seis anos de idade.

.

A sua mãe verdadeira

Vinha de antigas gerações

Era Dona Teresa Taveira

Seu pai Fernando de Bulhões.

.

Por Fernando se batizou

Logo após o seu nascimento

O nome para António mudou

Quando foi para o convento.

.

Usava uma grade para tapar

Os canários e os sachões

Os peixinhos vinham escutar

Os seus bonitos sermões.

.

Antigamente havia

Quem contraísse matrimónio

Precisamente no dia

Da Festa de Santo António.

.

Primeiro faziam um pedido

Ao seu Santo Padroeiro

Que geralmente é conhecido

Pelo Santo Casamenteiro.

.

A treze de Junho na Igreja

Da Senhora da Purificação

O Santo António se festeja

Com arraial e procissão.

.

Depois da missa há um leilão

Com ofertas dos paroquianos

Iniciativa do Padre João

Há cinquenta e três anos.(*)

.

Também arraiais faziam

A sua iluminação

Era com velas que ardiam

Nuns canudos de papelão.

.

Davam pouca claridade

O Padre reuniu o seu povo

E disse que havia necessidade

De comprar um motor novo.

.

Arranjaram dinheiro para comprar

Um motor, Lâmpadas e materiais

Que passou a iluminar

A igreja e os arraiais.

.

Hoje em dia a festa é

Um bocadinho diferente

Porque não há tanta fé

Como havia antigamente.

.

As festas eram mais engraçadas

Enfeitavam muito os andores

E enfeitavam a estrada

Com arcos e muitas flores.

.

Hoje enfeitam o chão

De uma maneira diferente

Porque não há população

Como havia antigamente.

.

Geralmente no arraial

Muita gente colabora

A nossa Banda actual

E cantadores que vêm de fora.

.

Manuel Chaves Carvalho

.

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(*) agora a caminho de 64 anos.

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Wikipédia:

A ermida já foi paroquial da freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora da Purificação. Com a construção da atual Igreja de Santo Espírito, de acordo com a informação do cronista, “(…) Esta foi a primeira freguesia, que era da Purificação de Nossa Senhora e, quando se mudou a igreja, lançaram sortes que santo ficaria, e saiu Santo António.” (Gaspar Frutuoso. Saudades da Terra. Livro III, Cap. V.)

FIGUEIREDO (1990) regista que nesta ermida ter-se-ia rezado a primeira missa ao Divino Espírito Santo, razão pela qual a paróquia passou a denominar-se “Santo Espírito” (op. cit., p. 47), também de acordo com Gaspar Frutuoso, referindo a mudança para a Igreja de Santo Espírito:

Chama-se ali Santo Espírito, onde dizem os antigos que na ilha de Santa Maria se disse a primeira missa do Espírito Santo, quando entraram nela, e dali ficou nomear-se ainda hoje em dia esta freguesia de Santo Espírito, sendo ela depois edificada, como agora está, da invocação da Purificação de Nossa Senhora, sem perder aquele nome antigo.” (Saudades da Terra, livro III, cap. V.)

Conservou-se esta ermida durante anos sem padroeiro, até que, durante a visita pastoral do então bispo da Diocese de Angra, D. Jerónimo Teixeira Cabral a Santa Maria em 1603, este a encontrou em poder de um mordomo negligente e descuidado e determinou ao vigário da freguesia que desse a igreja a pessoa que a pudesse sustentar. Desse modo, João Soares de Sousa, filho de Nuno da Cunha e neto do 3º capitão do donatário do mesmo nome, e sua esposa, D. Filipa da Cunha, por sua devoção com Santo António, obrigaram-se a sustentá-la, tomando-a à sua conta. Por escritura pública feita nas notas do tabelião Domingos Fernandes a 23 de junho de 1614 constituíram-se formalmente seus padroeiros, conforme o mandado da visitação do dito bispo. Estes mesmos, por seus testamentos, vincularam as suas terças, obrigando-as ao sustento e reparo da ermida, e a recomendaram aos seus descendentes e sucessores, que a administraram até ao século XIX, sendo o seu último administrador o morgado João Soares de Sousa Ferreira de Albergaria Borges de Medeiros (1832).[1]

A festa do padroeiro tem lugar, anualmente, ou no dia do padroeiro (13 de Junho), ou no domingo seguinte, assinalada por missa e procissão até à Igreja Paroquial.

O “theatro” do Divino Espírito Santo apresenta inscrição epigráfica que reza “1889 / Irmandade / S. A.“.