Império Espírito Santo 1997 no Pilar

Vídeo de um Império do Espírito Santo, na Ermida de Nossa Senhora do Pilar, ano de 1997. Autoria de R. M. P. Chaves.

Registo histórico de uma das tradições mais enraízadas no nosso povo, o culto do Espírito Santo. Em 12 minutos e 10 segundos, podemos revisitar, vários passos de uma função ao Espírito Santo, na Ilha de Santa Maria, além de rever algumas pessoas, já desaparecidas e que fizeram parte dos impérios no Pilar, durante muitos anos, como o já falecido, António Cabral Andrade, mais conhecido por António Vitorino.

A distribuição gratuita, das Sopas do Espírito Santo, por todos quantos apareçam, dando continuidade ao milagre das rosas, da Rainha Santa Isabel. Em tempos idos, estas promessas feitas em momentos de aflição, para além do cumprimento da promessa, num acto de fé, ao Espírito Santo, agradecendo a graça recebida, na dor e na aflição, tinham um papel de solidariedade, porque muitas famílias apenas tinham acesso à carne de vaca, na época dos Impérios. Eram importantes também pelo convívio que proporcionavam, apesar da Ilha ser pequena, a mobilidade era reduzida, sendo eventos como os Impérios, a oportunidade de rever amigos e conhecidos e mesmo alguns familiares.

Faziam-se verdadeiras romarias a pé, assistia-se à missa da coroação e passava-se o dia até à tardinha, convivendo, ouvindo a folia, comendo pão da mesa e rosca, distribuída no adro, várias vezes ao dia, bebia-se vinho de cheiro, também distribuído pelos presentes, 3 copos num prato, cheios e partilhados vezes sem conta. À tardinha, rumavam a casa, em grupos, crianças, adultos e velhos, voltavam, carregados de pão da mesa, em sacas de pano, pão esse, que seria utilizado na alimentação por alguns dias, e depois de duro, cortado em fatias, transformado em torradas, que se arrumavam em latas ou frascos hermeticamente fechados e se comia até ao último miolo, porque a dávida do Espírito Santo, não podia ser desperdiçada.


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